Índice
Tempo de leitura: 9 minutos
Boa tarde, leitores do Exercício do Dia! Hoje vamos mergulhar no fascinante mundo dos hormônios e como eles são afetados pelo exercício físico.
Você já se perguntou qual hormônio é liberado durante a atividade física?
Ou como isso afeta meu bem-estar e desempenho? Prepare-se para descobrir as respostas para essas perguntas e muito mais.
Hormônios e exercício físico

O exercício físico desencadeia uma complexa cadeia de eventos hormonais no corpo.
Vamos mergulhar nos detalhes de alguns dos hormônios mais importantes envolvidos neste processo.
1- Endorfinas: A sensação de bem-estar
As endorfinas são peptídeos que funcionam como neurotransmissores no cérebro.
Elas são produzidas pela glândula pituitária e pelo hipotálamo durante o exercício, estresse e dor, e são conhecidas por ajudar a aliviar a dor e induzir sentimentos de prazer ou euforia.
Durante atividades aeróbicas, como corrida ou natação, o corpo aumenta a produção de endorfinas.
Este aumento pode levar a uma sensação conhecida como barato do corredor, um estado de euforia pós-exercício acompanhado por uma atitude positiva e energética. Mas quanto tempo de atividade física para liberar endorfina?
A quantidade de tempo necessária para liberar endorfinas pode variar de pessoa para pessoa.
Alguns podem sentir os efeitos após uma sessão de exercícios moderados de 30 minutos, enquanto outros podem precisar de uma atividade mais intensa ou prolongada.
2- Catecolaminas: Resposta ao estresse
Durante o exercício físico, o corpo reconhece a necessidade de preparar-se para o esforço e a demanda energética aumentada.
Como resposta, as glândulas suprarrenais liberam catecolaminas na corrente sanguínea.
Essa liberação é desencadeada pelo sistema nervoso simpático, parte do sistema nervoso autônomo responsável pela resposta de (luta ou fuga).
As catecolaminas têm vários efeitos no corpo que preparam o indivíduo para o exercício:
- Aumento da frequência cardíaca: As catecolaminas estimulam o coração a bater mais rápido, aumentando o fluxo sanguíneo e fornecendo mais oxigênio e nutrientes para os músculos.
- Elevação da pressão arterial: A contração dos vasos sanguíneos, induzida pelas catecolaminas, eleva a pressão arterial, ajudando a distribuir o sangue mais eficientemente.
- Liberação de glicose: As catecolaminas promovem a quebra do glicogênio, armazenado no fígado e nos músculos, em glicose, que é uma fonte rápida de energia para as células musculares.
Após a prática de exercício físico, o corpo entra em um estado de recuperação. As catecolaminas começam a diminuir, permitindo que o corpo retorne aos seus níveis basais de funcionamento.
Esse período é conhecido como resfriamento e é tão importante quanto o aquecimento, pois ajuda a evitar a fadiga muscular e a promover a recuperação.
3- Cortisol: Efeitos do estresse prolongado
O cortisol, conhecido como o hormônio do estresse, tem uma má reputação, mas é essencial para a resposta do corpo ao estresse.
Durante o exercício, os níveis de cortisol aumentam temporariamente, ajudando a controlar a inflamação e o metabolismo da glicose.
No entanto, níveis elevados de cortisol a longo prazo podem ter efeitos negativos, como supressão do sistema imunológico e aumento do armazenamento de gordura.
Durante a atividade física, o corpo experimenta uma forma de estresse.
Em resposta, os níveis de cortisol aumentam temporariamente. Este aumento é, na verdade, benéfico a curto prazo, pois ajuda:
- Controlar a inflamação causada pelo exercício.
- Regular o metabolismo da glicose, fornecendo energia aos músculos.
- Manter a homeostase durante o exercício.
Benefícios dos hormônios liberados na atividade física
1- Melhoria do humor e redução da ansiedade
Quando nos exercitamos, nosso corpo libera endorfinas, frequentemente conhecidas como os hormônios da felicidade.
Estes neurotransmissores são responsáveis por criar uma sensação de bem-estar e euforia, que pode ajudar a aliviar a dor e reduzir o estresse e a ansiedade.
Além das endorfinas, a serotonina e a dopamina também são liberadas, contribuindo para a sensação de satisfação e prazer, e ajudando a regular o humor e a emoção.
É importante distinguir entre atividade física e exercício físico.
Atividade física refere-se a qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que requer gasto de energia.
Isso inclui atividades do dia a dia, como caminhar, subir escadas ou jardinagem.
Já o exercício físico é uma subcategoria da atividade física que é planejada, estruturada e repetitiva, com o objetivo de melhorar ou manter um, ou mais componentes da aptidão física.
2- Controle de peso e metabolismo
Os hormônios liberados durante a atividade física também têm um papel crucial no controle do peso e no metabolismo.
A irisina, por exemplo, é um hormônio que ajuda a transformar células de gordura branca, que armazenam calorias, em células de gordura marrom, que queimam energia.
Isso pode aumentar o gasto calórico mesmo depois de terminar o exercício.
Além disso, o hormônio do crescimento (GH) é liberado em maior quantidade durante atividades intensas e é um agente anabólico importante, responsável pela queima de gordura e crescimento muscular.
Uma questão comum entre aqueles que começam um novo regime de exercícios é: quanto tempo demora para aparecer os resultados de exercícios físicos?
A resposta varia de acordo com vários fatores, incluindo a intensidade e a frequência do exercício, a dieta, o metabolismo basal do indivíduo e a genética.
No entanto, mudanças hormonais positivas podem ser notadas quase imediatamente após o exercício.
Por exemplo, a endorfina, conhecida como o hormônio da felicidade, é liberada durante a atividade física, proporcionando uma sensação imediata de bem-estar e recompensa.
Os efeitos físicos visíveis, como perda de peso ou ganho muscular, podem levar mais tempo para se manifestar.
Geralmente, pode-se esperar ver mudanças notáveis em quatro a seis semanas de exercícios consistentes, com resultados mais significativos aparecendo após três a seis meses.
É importante lembrar que a consistência e a paciência são chaves para alcançar e manter os resultados desejados.
3- Adaptação ao estresse e recuperação muscular
O exercício físico regular também ajuda o corpo a se adaptar ao estresse.
Hormônios como o cortisol são liberados em resposta ao estresse físico do exercício, mas em um ambiente controlado e saudável, o que pode ajudar o corpo a gerenciar melhor o estresse em outras situações.
Além disso, a atividade física estimula a liberação de substâncias que ajudam na recuperação muscular, como a testosterona, que tem um papel significativo na reparação e construção do tecido muscular.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que adultos pratiquem entre 150 a 300 minutos de atividade física moderada ou 75 a 150 minutos de atividade física intensa por semana.
Isso pode ser traduzido em cerca de 20 a 40 minutos de exercício por dia, dependendo da intensidade.
Seguir as recomendações da OMS ajuda a garantir que o corpo receba os benefícios do exercício sem o risco de lesões ou outros problemas de saúde.
A regularidade e a intensidade adequadas são fundamentais para uma recuperação muscular eficaz e para evitar o excesso de treinamento.
A prática regular de exercícios físicos é amplamente reconhecida por seus benefícios à saúde, contribuindo para a manutenção do peso corporal, melhoria da saúde cardiovascular e fortalecimento do sistema imunológico.
No entanto, quando a atividade física é realizada em excesso, pode levar a uma série de complicações e doenças.
Aqui estão algumas das condições que podem ser causadas pelo excesso de exercícios físicos:
- Transtornos alimentares: A prática excessiva de atividade física pode estar associada a problemas de saúde mental, especialmente em pessoas com transtornos alimentares como anorexia e bulimia.
- Prejuízo ao metabolismo: O excesso de exercícios pode alterar o funcionamento normal do metabolismo, podendo levar a desequilíbrios e problemas de saúde.
- Fadiga: A fadiga é uma consequência comum do excesso de exercícios, podendo afetar negativamente a capacidade de recuperação do corpo e o desempenho em atividades diárias.
- Maior risco de lesões: O overtraining pode aumentar significativamente o risco de lesões musculares e articulares, tendinites e fraturas por estresse.
- Problemas cardiovasculares: Exercícios intensos e frequentes sem o devido descanso podem levar a alterações cardíacas e aumentar o risco de problemas como arritmias.
- Rabdomiólise: Esta condição grave envolve a necrose muscular, que pode liberar uma proteína chamada mioglobina na corrente sanguínea, potencialmente causando danos renais e outras complicações sérias.
- Problemas psicológicos: O excesso de exercícios pode afetar a saúde mental, causando estresse, ansiedade e até mesmo depressão.
- Insônia: A dificuldade para dormir pode ser uma consequência do excesso de atividade física, afetando a recuperação muscular e a saúde mental.
- Sobrecarga nas articulações: A prática excessiva pode causar sobrecarga nas articulações, levando a condições como artrose e amolecimento da cartilagem do joelho.
- Alterações no fígado e sistema nervoso: Treinos muito intensos podem provocar alterações no fígado e no sistema nervoso, prejudicando o funcionamento geral do corpo.
É fundamental que a prática de exercícios físicos seja realizada com moderação e com orientação de um profissional qualificado.
Antes de iniciar qualquer programa de treinamento, é aconselhável realizar exames clínicos e cardiológicos para detectar e avaliar possíveis comorbidades.
Considerações Finais
Os hormônios liberados durante a atividade física desempenham um papel crucial na melhoria da nossa saúde física e mental.
Eles ajudam a regular o nosso humor, a nossa energia e a nossa capacidade de lidar com o estresse.
Ao entender como esses hormônios funcionam, podemos otimizar nossos treinos para aproveitar ao máximo os benefícios que a atividade física tem a oferecer.
Continue nos acompanhando para mais informações e dicas sobre saúde e exercícios. Até a próxima!
Receba dicas práticas e transforme sua rotina hoje
Seu e-mail está SEGURO conosco!